Capítulo 66 BEATRIZ NARRANDO O Arthur foi chamado pelo pai e se afastou pra conversar com ele e alguns tios. Eu fiquei ali, meio sozinha por um instante, com a cabeça ainda fervilhando de tudo que tinha acontecido. Peguei outra taça de champanhe da bandeja de um garçom e decidi sair um pouco do meio daquela muvuca. Precisava respirar. Sentir o vento no rosto. Me reconectar comigo. Caminhei até o lado de fora do salão, onde tinha um jardim menor, mais reservado. Algumas luzes penduradas, bancos de madeira, o som abafado da festa lá dentro… e a paz que eu precisava. Me encostei numa das colunas de pedra, com a taça na mão e os olhos perdidos no céu. Respirei fundo. Mas a paz durou pouco. — Então é isso? — ouvi atrás de mim. A voz conhecida. Fria. Cínica. — Agora você tá noiva do seu che

