CAPÍTULO 184 BEATRIZ NARRANDO Saí do box ainda com as pernas bambas, sentindo meu corpo leve, mas ao mesmo tempo exausto daquele jeito bom. Aquele jeito que só o Arthur sabia provocar. Me enrolei numa toalha e comecei a secar o cabelo com calma, enquanto ele pegava outra toalha pra se secar também. — Tá com fome, amor? — ele perguntou, passando a toalha pelos cabelos e me olhando pelo espelho com aquele sorrisinho preguiçoso. — Tô… — respondi, massageando o próprio estômago de leve. — Mas é aquela fome preguiçosa, sabe? Qualquer coisa me serve. — Qualquer coisa? — ele arqueou a sobrancelha, com aquela cara de quem ia me provocar. — Uhum. Só não quero sair. Tô tão molinha ainda… Ele riu, se aproximou com a toalha jogada no ombro e me deu um beijo demorado, gostoso, com gosto de “entã

