CAPÍTULO 128 ARTHUR NARRANDO Ela tava ali. Deitada no tapete da sala, com os cabelos bagunçados, a pele quente, o olhar brilhando e o corpo todo entregue pra mim. E eu? Eu tava completamente rendido. Cada gemido que escapava da boca da Beatriz era tipo gasolina no fogo que ela mesma acendia dentro de mim. Eu metia forte, firme, olhando nos olhos dela, segurando as pernas no alto como se aquilo fosse minha missão. E era. — Tu não faz ideia do que tu se tornou pra mim, Beatriz — murmurei entre os dentes, com a respiração pesada. Ela fechou os olhos e mordeu o lábio, e só essa reação já me fez perder o eixo. Eu tava dentro dela, fundo, e mesmo assim queria mais. Sempre quero mais. A pele dela grudava na minha. Os corpos se chocando num ritmo que a gente nem combinava. Só acontecia. Como

