CAPITULO 198 MATTEO CONTI NARRANDO: O som dos meus próprios passos ecoava pelas paredes de concreto do galpão da Camorra. Ainda era cedo, o ar da manhã invadia o lugar com um frio cortante que nem o café quente nas minhas mãos conseguia dissipar. Eu estava exausto. Não pelo corpo, mas pela alma. Desde que tomei a decisão de casar com Camila, sabia que enfrentaria oposição, sabia que o peso do meu nome viria com cobranças, mas não esperava que o pior embate fosse com ele. Meu pai. O barulho seco da porta batendo forte interrompeu meus pensamentos. — Matteo! — a voz dele reverberou no galpão como um trovão. Grossa, ríspida, familiar. Pietro estava ao meu lado e apenas balançou a cabeça em alerta, como quem já esperava o pior. Meu pai entrou, terno escuro impecável, os cabelos grisalhos

