CAPÍTULO 172 MATTEO CONTI NARRANDO: O céu da Campânia estava carregado, como se refletisse meu humor. Cinzento. Pesado. O jatinho tocou o solo com suavidade, mas o que eu sentia no peito era tudo menos leveza. A viagem inteira foi um campo de batalha na minha cabeça. Eu tentava me convencer de que fiz o certo, que voltar era o mais racional, que era o necessário. Mas nada parecia convencer meu coração. A imagem dela me perseguiu em cada quilômetro voado, em cada gole do vinho servido a bordo, em cada maldito silêncio que o mundo parecia me oferecer. Camila. A mulher que não saía da minha cabeça desde que entrei naquela boate m*l iluminada em São Paulo. Aquela que dançou como se estivesse arrancando minha alma com cada passo. Aquela que me desafiou, que me rejeitou e mesmo assim me pre

