CAPÍTULO 213 ARTHUR NARRANDO Assim que atendi aquela ligação, já senti o peso vindo pela voz do n**o. E quando ele liga, ainda mais numa sexta de manhã, é porque a merda tá feita. — Arthur… a carga caiu, irmão. A que tava indo pro depósito de São Paulo. A polícia interceptou no caminho. Pegaram o motorista e mais dois… tão levando pro distrito agora. Eu fechei os olhos com força, respirei fundo e apertei o celular contra a orelha. — Cês vacilaram, n**o? Como assim deixaram rastrear essa p***a? Eu falei que era pra ser limpo, sem deixar rastro! — Eu sei, chefe, eu sei… só que tinha viatura no ponto cego. Pegaram no susto. Os cara nem reagiram. Andava de um lado pro outro na frente da cafeteria, com o coração acelerado, mas não era só por causa do que ele tava dizendo. Era porque tudo

