CAPÍTULO 211 BEATRIZ NARRANDO O som dos tiros ainda ecoava nos meus ouvidos como um pesadelo real. As pessoas gritavam, se jogavam no chão, a cafeteria virou um campo de pânico. Mas eu não via ninguém. Não ouvia ninguém. Só via ele. Arthur. Parado. Sozinho. De costas. E então ele caiu. — ARTHUR! — gritei, com a voz rasgando minha garganta. O instinto falou mais alto que o medo. Me desvencilhei do garçom que tentava me segurar, empurrei a porta de vidro com força e saí correndo no meio do caos. O mundo ao redor virou um borrão, carros parados, gente gritando, uma mulher chorando no chão, um homem tentando ligar pra ambulância. Meus pés m*l tocavam o chão, minhas pernas tremiam, mas eu continuei. Correndo. Gritando o nome dele. — Arthur! Arthur, fala comigo! Vi o corpo dele caído na

