Os dias começaram a passar mais devagar depois daquela noite. O sol parecia nascer sempre do mesmo jeito, mas dentro de mim, tudo tinha mudado. Fingir que nada tinha acontecido era a parte mais difícil. Na frente de todo mundo, eu era a mesma Tiana de sempre: sorridente, envolvida com os planos da festa, discutindo com minha mãe sobre os convites e escolhendo as músicas que iriam tocar. Mas por dentro, eu me sentia como um castelo prestes a desabar. Eu sabia que, cedo ou tarde, ia ter que lidar com o Mathias. Mas não agora. Não desse jeito. Então, decidi ocupar minha cabeça. E, por algum tempo, funcionou. As manhãs eram tomadas pelos estudos, pelas aulas e pelos cochichos no corredor da escola. Os comentários nunca paravam — sobre quem estava com quem, sobre quem seria o príncipe

