A semana começou arrastada. E pela primeira vez, eu não queria ir pra escola. Não por preguiça, mas porque agora cada olhar parecia um julgamento. Cada cochicho, uma acusação. As mensagens no grupo da turma não paravam. Prints, piadinhas, insinuações. Era como se todo mundo tivesse virado especialista na minha vida. Eu tentava manter a cabeça erguida, fingir que não ligava. Mas toda vez que eu passava por um corredor, sentia o peso dos olhares nas minhas costas. — Finge que não ouve, Tiana — sussurrou Júlia, andando ao meu lado. — Eles só querem te ver abalada. — Pois estão conseguindo — murmurei, segurando o choro que teimava em subir. Mathias não apareceu nos primeiros dias. Lucas também não falava comigo. Era como se os dois tivessem desaparecido do mapa e me deixado pra li

