A porta do camarim se abriu com um clique suave. Eu saí primeiro, o vestido carmesim pesando deliciosamente nos meus quadris, a saia tão grande que as assistentes tiveram que segurar as laterais pra eu passar pela porta estreita. A capa curta de veludo vermelho escuro roçava meus ombros, a coroa alta brilhava sob as luzes do corredor, e o som do tule arrastando no chão parecia um sussurro real. Júlia, Bia e Luiza vinham atrás, segurando a cauda da saia com as duas mãos pra não pisar. — Respira, amiga — Luiza sussurrou, emocionada. — Você tá parecendo uma imperatriz — Bia completou, voz embargada. Chegamos ao topo da escada. O salão inteiro apagou de novo. Silêncio absoluto. Um único spot vermelho escuro, quente, forte, acendeu bem em cima de mim. A orquestra começou um arranjo lento
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