Dia 6 – Sábado, 5 de julho – 21h11 até 02h14 Mirante da cidade – a noite em que sete dias viraram eternidade 21h11 A gente já estava lá há quase duas horas. A manta cinza estava perfeitamente esticada na grama, os dois copos de açaí já quase vazios, a vela de LED ainda piscando vermelho-prata no centro, a caixinha de som tocando a demo de “Desceu a Escada” no volume mais baixo possível, só pra gente ouvir a voz do Boaventura sussurrando no escuro. Eu estava deitada de conchinha, de costas pra ele, cabeça apoiada no braço dele, pernas entrelaçadas. O vestido branco do chá estava amarrotado na cintura, subido até o meio da coxa por causa do vento. Meu cabelo ruivo voava contra o rosto dele a cada rajada. A gente tinha conversado sobre tudo: • a entrada triunfal • a valsa com a capa ca

