Carniça narrando Eu não me lembrava da chegada, não lembrava de cruzar a fronteira do Jacarezinho, de sentir o cheiro do meu território ou de ver os fuzis da minha contenção baixarem em sinal de respeito. A última coisa que minha memória registrava era o rosto daquela p*****a da Isadora, o suor escorrendo pela testa dela enquanto ela me arrastava, e um moleque qualquer que ela trouxe junto, um coitado que parecia estar se borrando de medo do início ao fim. Acordar foi como levar um soco de dentro para fora, o teto branco do postinho da minha favela girou, e o gosto de sangue seco na minha boca me lembrou de cada chute que os vapor do Satan me deu naquelas horas de inferno. — Acorda, fênix. O d***o não te quis e o inferno te devolveu — a voz veio da lateral, grave e sarcástica. Virei o

