Capítulo 14

1277 Words

Manuela narrando Continuação O asfalto parecia queimar sob os meus pés enquanto eu corria em direção à agência bancária no pé do morro. Eu estava ofegante, o suor frio misturando-se às lágrimas que eu não conseguia conter. Entrei no banco com o coração na boca, implorando por uma audiência, por um minuto da atenção de qualquer gerente. Mas o mundo do asfalto não perdoa quem vem da favela. — Senhora, sem comprovante de renda, sem garantias e com esse histórico... o banco não tem como liberar esse crédito, sinto muito — disse o gerente, sem sequer desviar os olhos da tela do computador. — É a vida da minha mãe! — eu supliquei, as mãos postas sobre a mesa. — Eu trabalho, eu faço faxina, eu pago! Por favor! — Próximo, por favor — foi a única resposta. Saí dali sentindo o peso do mundo

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