Capítulo 15

1172 Words

Satan narrando Eu estava na boca, resolvendo um problema com uma carga de munição que veio extraviada, quando o Polegar encostou. Ele não disse nada de imediato, mas a cara dele não era de quem trazia boa notícia, ele me deu o papo, a mãe da Manuela tinha tido uma parada, e o postinho daqui não tinha estrutura e a garota estava lá fora, se debulhando em lágrimas, jurando que ia conseguir um empréstimo no banco para pagar a cirurgia. — No banco, Polegar? — dei uma risada curta, mas sem graça nenhuma. — Aquela baixinha é mesmo iludida. Banco nenhum olha na cara de quem vem da favela, a não ser que seja para chamar a segurança. Mas, por dentro, algo estalou, eu ainda sentia o gosto dela, a pressão daquela virgindade que eu tinha acabado de reivindicar. Eu disse que ela era minha, e eu não

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