Isadora narrando O asfalto fervia, mas nada queimava mais do que a minha face. Eu caminhava pelas vielas estreitas da favela e sentia os olhares cravados em mim como lâminas, onde a mão do Satan tinha atingido a minha pele latejava, um lembrete brutal da humilhação que ele me fez passar, mas o pior não era a dor física; era o deboche. — Ih, ó lá... a primeira-dama levou um corretivo do homem! — ouvi um vapor sussurrar na entrada do beco, rindo baixo. — O império caiu, parceiro, a novinha chegou atropelando tudo. A Isadora agora é ex v***a de luxo — o outro completou, soltando uma baforada de fumaça na minha direção. Passei por eles de cabeça erguida, mas por dentro eu queria rasgar a garganta de cada um, aquele sorrisinho de canto, aquele olhar de "a rainha caiu", estava em cada esqui

