Morte narrando O asfalto do Rio de Janeiro sempre teve um cheiro particular: uma mistura de maresia, pólvora e oportunidade, mas o cheiro que subia o Jacarezinho era de amadorismo. Cinquenta e dois anos de idade não me trouxeram apenas cicatrizes e uma conta bancária em paraísos fiscais que faria muito político chorar; trouxeram-me a paciência de um predador que sabe a hora exata de voltar para o ninho. Eu deixei essa favela na mão do Carniça há anos, ele é meu sangue, mas sempre foi um animal de visão curta, eu nunca me contentei com a mediocridade de ser apenas "o dono do morro". Eu queria o Jacarezinho como a maior potência nacional e internacional. Queria que o nosso selo estivesse em cada fuzil que entrava no país e em cada quilo de pó que saía para a Europa, saí para costurar alia

