Satan narrando O som do alicate batendo no chão de cimento, junto com mais dois dentes ensanguentados do Dinho, era a única música que eu queria ouvir naquele dia, o moleque já não tinha mais rosto, era só uma massa de carne inchada, sangue e baba, cada vez que o Polegar forçava a cabeça dele pra trás, eu escolhia um novo alvo naquela boca imunda. — Pô, Dinho, tu tá ficando banguela cedo, hein, moleque? — zombei, limpando o sangue que espirrou no meu rosto com as costas da mão. — Desse jeito não vai dar nem pra comer o pão que o d***o amassou lá no inferno. O Polegar soltou uma risada, aquela risada de quem tá saboreando a vingança. — Irmão! o cara queria te peito agora pouco, mas não aguenta uma limpeza de tártaro? É muita frouxidão pra um traíra só. No canto da sala, a Josefa estav

