Manuela narrando Continuação — A culpa é sua! — ele berrou, apontando o dedo na minha cara. — Tudo isso é culpa sua! Se a minha mãe tivesse te deixado na rua quando o meu pai mandou, se ela não tivesse insistido em criar você sua bastarda, eu nunca teria me perdido! Eu seria o dono de tudo aqui! Você é a maldição dessa casa! — Que gritaria é essa? o que está acontecendo aqui? — A voz da minha mãe surgiu fraca, mas carregada de angústia. Ela estava parada no corredor, se segurando na parede descascada, com o rosto pálido e os olhos cheios de lágrimas. Tinha acabado de chegar do hospital e já estava sendo recebida pelo caos que o próprio filho plantava. Léo nem se abalou, olhou para ela e depois para mim, os olhos injetados de fissura. — Me dá a grana, Manuela! Me dá a grana pra eu pa

