Capítulo 37

1375 Words

Manuela narrando Minhas mãos estavam em carne viva, a cada movimento, as cordas ásperas entravam fundo nos meus pulsos, e o cheiro de mofo daquele galpão abandonado se misturava ao odor de urina e ferrugem, entrando pelas minhas narinas como o próprio hálito da morte, eu estava jogada num canto, sentindo o frio do chão de cimento atravessar minha pele, enquanto o Coringa aquele monstro que até ontem comia na mão do Satan me olhava com um sorriso podre, balançando um canivete na minha frente, o brilho da lâmina era a única luz naquele inferno. — O Satan te valoriza muito... — ele riu, um som anasalado que me dava náuseas. — Mas aqui, tu não é nada. Tu é só um pedaço de carne que vai me render uma fortuna. Ele se inclinou, e eu senti o cheiro de cigarro barato vindo dele. Ele passou a lâm

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