Capítulo 38

1017 Words

Viviane narrando Desci as ladeiras do Santa Marta como se estivesse fugindo da própria morte, mas a verdade é que eu estava correndo em direção ao rastro dela, cada viela que eu passava parecia mais sombria, o ar carregado com aquele cheiro metálico de sangue e pólvora que não saía do morro desde que o sol se pôs, minha cabeça latejava onde eu tinha batido no mármore, um lembrete constante de que eu falhei em proteger a minha melhor amiga. Cheguei na casa da tia Renata com o meu coração saindo pela boca, as minhas pernas vacilando tanto que quase caí no último degrau, eu nem precisei bater; a porta estava encostada, um sinal de que o desespero já tinha tomado conta, quando entrei e ela me viu naquele estado descabelada, com a camisa suja de sangue e os olhos inchados de tanto chorar ela

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