Os meus pais haviam saído de casa como faziam toda a noite de sexta,esperei ficar sozinha como todas as vezes mas essa noite prometia ser diferente de todas as outras,papai e mamãe chamaram meu tio Gregório para ficar comigo alegando estarem com medo de ladrões.
Não questionei meus pais,além do mais eu só tenho dez anos o que eu poderia entender sobre isso certo?
Eu e meu tio ficamos assistindo filme até 20:00 horas,então decidi subir e fazer o meu dever de casa para dormir cedo. As aulas de inglês eram minhas preferidas e eu adorava escrever textos por isso não foi difícil fazer minhas atividades.
Uma hora depois tomei um banho e vesti minha camisola de ursinhos rosa,deitei na minha cama e desliguei o abajur,estava quase pegando no sono quando a porta do meu quarto foi aberta devagar,coçando os olhos vi meu tio entrando. Acho que meus pais chegaram cedo e ele veio me avisar. Foi o que pensei mas o que veio a seguir mudaria minha vida para sempre.
Ele deitou do meu lado e me abraçou,sua boca encostou no meu ouvido e suas palavras foram como pequenos cortes por todo o meu corpo.
- Se você gritar ou contar para alguém,eu mato você. - Foram as únicas palavras coerentes que ouvi aquela noite.
As mãos dele passeavam por meu corpo me deixando constrangida,ele acariciava meus s***s e depois descia para as minhas intimidades sem pudor. Sons distorcidos saiam de sua boca enquanto me acariciava e me beijava,eu fiquei apenas parada esperando ele terminar. Ele se levantou e eu estava certa que ele iria embora;mas foi apenas a porta do inferno que tinha acabado de ser aberta,ele tirou suas roupas e seu m****o pulsava pelo excesso de sangue,depois tirou as minhas e com elas amarrou minhas mãos na cama e me amordaçou. É apenas brincadeira. Eu pensava,mas não era. Ele se pôs entre as minhas pernas e empurrou seu m****o para dentro de mim com todas as forças,eu tentei gritar,tentei me soltar mas todos os meus esforços foram nulos. Aquilo doía mais do que se podia imaginar e ele não parava,sempre mais e mais forte,eu chorava como um simples bebê e ele sorria e falava coisas absurdas.
Por fim ele se levantou deixando um líquido quente escorrer entre minhas pernas,vestiu sua roupa e sorriu para mim. Ele me desamarrou e pediu que eu me vestisse. Antes que ele saísse me deixou um aviso.
- Com o tempo você vai se acostumando,não se preocupe. E lembre-se querida. Ninguém pode saber o que houve aqui,entendeu? - Fiz que sim e ele sorriu me deixando em paz. Eu nunca mais seria a mesma depois daquela noite.
...
Todo os dias na escola eu encarava as outras meninas sorrindo e brincando de esconder,enquanto eu ficava tentando entender o porquê de tudo que aconteceu comigo.
As meninas da minha idade só se preocupavam em vir a escola,e eu com a dor que se alastrava em meu corpo.
Com o tempo doeu menos,eu passei a aceitar a minha atual situação. Ele sempre ia me buscar depois das aulas de ballet e convencia meus pais que íamos tomar sorvete;bom nos íamos mas só depois que eu lhe desse o que ele queria. Com dez anos você não sabe o que é o prazer mas depois de um tempo quando eu me comportava ele me deixava ao menos gozar.
...
Agora nós estamos em um tipo diferente de consultório médico,já fazem três anos que começamos nosso "relacionamento" e ele me deu a trágica notícia que sua camisinha havia estourado e provavelmente estou grávida. Ele estava certo,estou com duas semanas de gravidez,ele disse que daria um jeito em tudo e logo depois me trouxe para cá.
- Ayla ? - Gritou o "suposto" médico,ele se levantou e segurou a minha mão. Entramos naquela sala estranha e fria. - Tire suas roupas e deite querida. - Tive medo,achei que ele me faria algum m*l. Meu tio segurou em minha mão me dando um certo "conforto",respirei e fiz o que ele mandou.
O "médico" se posicionou entre minhas pernas e meu sangue gelou,senti ele colocar algo gelado dentro de mim e logo em seguida uma dor como se algo estivesse sendo arrancado,e estava. O pequeno "Plof" foi levado para o lixo. Ele me deu alguns remédios e desejou sorte da próxima vez. Meu tio sorriu para mim como se quisesse assegurar que tudo ficaria bem,mas eu sei que não ficaria. Minha vida é uma merda.
E lá estava eu na aula de dança contemporânea, ninguém entendi o porquê eu adorava dançar ou porque eu não escolhia uma única dança,umas das respostas é: ninguém pode me machucar enquanto estou dançando,me sinto livre e completa.
...
- Escute Ayla,não vou te machucar para valer,vai ser prazeroso você só precisa se lançar a coisas novas está bem? - Assenti,como sempre fazia. O porquê que não contava a ninguém? Simples,a culpa provavelmente é minha. Eu nasci para viver assim e não tem ninguém que possa me libertar disso,nem eu mesmo.
Agora estou despida preza na cama em posição prona,enquanto ele esfrega seu novo brinquedo em mim. Um chicote de couro que queima minha pele enquanto passeia.
"Ispash" o som da primeira batida do chicote em minha pele,eu gemi alto;não de prazer mas de dor.
Se para ele isso era prazeroso para mim era doloroso. Ele sempre chegava com novas idéias para nós "brincarmos" em sua casa.
Escondia minhas marcas das minhas amigas,eu tenho quinze anos e agora danço Salsa,uso roupas escuras que não deixem meu delicado corpo amostra. Ao menos o convenci a me deixar dançar,prometendo uma hora a mais para nosso "relacionamento".
Meu pai morreu fazem dois meses hoje,ele sofreu um acidente enquanto voltava do emprego. Minha mãe caiu em uma depressão e vive de hospital em hospital com minha avó. O meu tio foi escolhido para ficar com minha guarda até eu fazer dezoito. Eu sei,minha vida é um verdadeiro caos,tudo que eu um dia sonhei estava desmoronando bem em minha frente. Um dia eu seria feliz? O que é ser feliz? Eu não entendia o real conceito dessa palavra até uma chama de esperança nascer dentro de mim me fazendo enfrentar o mundo todo.