Voltar para casa se tornou uma tortura. Todos os cantos da minha casa tinham a presença dela. Maria me recebia todas as noites com a janta pronta e me fazia companhia até não aguentar mais de cansaço. Ela parecia ter medo de me deixar sozinho. Enquanto eu dormia ela ia ao meu quarto 3 ou 4 vezes para assegurar que estava tudo bem. Eu me odiava por fazer a Maria sofrer assim junto comigo. Mas o que eu poderia fazer? Com a Elisa sem memória e nossa vida tendo sido interrompida como foi, eu não tinha como ter outro comportamento. Naquele dia eu cheguei em casa esperançoso e ela percebeu a minha mudança de comportamento quando me encontrou na sala. - Algo aconteceu, meu menino? - Ela sorriu tímida como uma mãe que espera um filho dizer que aprontou. - Aconteceu. E eu ainda não sei se foi

