A noite do evento de gala chegou carregada de expectativas. Desde que o conselho oficializou minha presidência, aquela seria a primeira grande aparição pública em que eu me apresentaria como o rosto da empresa. O salão do hotel cinco estrelas já estava preparado: lustres de cristal iluminando o espaço, mesas cobertas de linho branco, garçons deslizando com bandejas de champanhe. Câmeras da imprensa já se posicionavam discretamente nos cantos, esperando por declarações. Era o tipo de noite em que cada palavra, cada gesto, cada olhar, podia redefinir a imagem de quem estava no comando. Eu sabia disso. Por isso, vesti meu terno sob medida como se fosse uma armadura, ajustei a gravata diante do espelho e repeti mentalmente o discurso que havia preparado. Mas, no fundo, eu sabia: não importav

