A porta fechou-se atrás de mim com um estalo seco, mas parecia que o som ecoava pelo corredor inteiro. Eu fiquei ali, encostado na parede, tentando entender como tudo tinha se enrolado tão rápido. Um minuto antes, eu estava tentando proteger a Isadora — ou pelo menos convencer a mim mesmo de que era isso — e, no minuto seguinte, tinha sido pego numa situação que qualquer um interpretaria da pior forma possível. Os passos do meu pai ecoaram pelo carpete enquanto ele se aproximava da cama. Não dava pra ouvir tudo, mas a voz dele era grave, baixa e carregada de tensão. — Isadora… — começou ele, num tom que não era exatamente acusatório, mas claramente exigia respostas. — O que estava acontecendo aqui? Houve um silêncio breve. Eu me aproximei discretamente da porta, a respiração contida. N

