CAPÍTULO 10 MAYA NARRANDO: A mão dele apertou meu queixo um pouco mais. A outra foi pra minha cintura. Puxou. A cadeira rangeu. Eu quase caí, mas ele segurou. Firme. Ajeitou meu corpo contra o dele. A cadeira ficou torta. Eu agarrei o ombro dele pra não cair. O tecido da camiseta dele era grosso. O braço dele era duro por baixo. O beijo ficou mais forte. A boca dele abriu mais. Eu senti a língua, o dente, a pressão. Não era delicado. Era dono. Ele beijava como se tivesse me provando. Testando. Eu beijava de volta como quem tava morrendo de sede. Ele parou por um segundo. Olhou no meu olho. — Ainda com medo? — perguntou. — Sim. — Quer parar? Pensei. — Não. Ele sorriu. Um sorriso torto. Depois beijou de novo. A mão dele apertou minha cintura. Subiu. Parou na minha costela. A ponta

