Capítulo 08

840 Words
Dante | atualmente Ela corre de mim como um animal assustado, deixando a cama e meu corpo sozinhos e solitários sobre a cama. Quando a porta se fecha, eu dou uma risada descrente, olhando para o meu próprio m****o duro como uma rocha na minha calça. Um dia, p***a. Uma droga de dia e eu já me esfreguie nela como se estivesse no cio. Ela vai achar que sou um pervertido. Duas batidas firmes na porta cortam o silêncio do quarto. — Entre — mando, minha voz saindo mais rouca do que o normal, ainda arrastada pela queimação que consome meu corpo. Eu continuo deitado na cama dela, de costas contra os travesseiros, totalmente sem camisa. Quando a maçaneta gira e a porta se abre, revelando a silhueta da minha mãe, o pânico me atinge em cheio. Em um reflexo rápido, puxo um dos travesseiros adicionais e o coloco estrategicamente na frente do meu quadril, tentando disfarçar a tenda óbvia que a p***a daquela ereção armou na minha calça de moletom. Mamma para no meio do quarto. Seus olhos correm pelo espaço vazio, fixam-se na porta trancada do banheiro — de onde dá para ouvir o som da respiração descompassada de Ely — e, finalmente, cravam-se em mim. Suas sobrancelhas se juntam em uma linha de pura indignação. — Dante Moretti! O que você pensa que está fazendo deitado na cama dessa garota? — ela começa, a voz baixa, mas carregada de uma autoridade que só uma mãe italiana de mafioso possui. Ela caminha até a beirada do colchão, apontando o dedo na minha direção. — Eu vim trazer as roupas que você pediu e encontro você aqui, desse jeito? Você vai assustar a menina, Dante! Ela acabou de sair de um inferno. Você é o quê, um pervertido? Eu juro por Deus, você não vai quebrar essa menina também com essa sua brutalidade! Eu reviro os olhos, soltando um suspiro pesado enquanto passo a mão pelo rosto, sentindo o peso das acusações. A última coisa que sou é um pervertido com Ely, mas explicar que ela se enfiou nos meus braços durante um pesadelo seria expor a vulnerabilidade dela, e eu não vou fazer isso. — Não aconteceu nada, mamma — digo, jogando as pernas para fora da cama com cuidado, mantendo o travesseiro por perto até ter certeza de que o moletom disfarça o estrago. — Eu garanto. Ela teve uma noite difícil e eu só estava garantindo que ela ficasse bem. Você precisa confiar em mim. Mamma me estuda por longos segundos, tentando ler minhas intenções. Ela deixa a pilha de roupas femininas limpas sobre a poltrona, ainda me lançando um olhar desconfiado. Caminho até ela, quebrando a tensão. Envolvo seus ombros em um meio abraço e deixo um beijo estalado em sua bochecha. — Obrigado pelas roupas — murmuro, me afastando antes que ela possa questionar mais. Saio do quarto de Ely a passos rápidos, cruzando o corredor da ala leste até entrar no meu próprio território. Bato a porta do meu quarto e tranco a fechadura. O silêncio do meu espaço não faz nada para acalmar o meu sangue, que parece rodar como lava pelas minhas veias. Não aguento mais nenhum segundo dentro daquela roupa. Enfio as mãos no cós da calça de moletom e a arranco de uma vez, junto com a cueca, deixando-as jogadas no chão de madeira. Meu m****o salta, completamente rígido, pulsando com a urgência de um desejo que venho reprimindo há anos. Vou direto para o banheiro e ligo o chuveiro. Não espero a água esquentar; entro debaixo do jato frio, precisando do choque térmico para tentar acalmar a mente, mas é inútil. Fecho os olhos e a única imagem que surge na minha escuridão é o corpo de Ely sob o meu. O calor da pele dela, o cheiro de sabonete que ficou no pescoço dela, e, acima de tudo, o som daquele gemido sôfrego e agudo que ela soltou quando meu quadril roçou no dela. Levo minha mão até a base do meu m****o, envolvendo-o com força. Começo a me masturbar ali mesmo, debaixo da água, com movimentos rápidos e implacáveis. Minha respiração se torna um rosnado baixo contra o barulho do chuveiro. Penso em como seria rasgar aquela camiseta gigante que dei a ela, em como seria deslizar minhas mãos pelas suas coxas e possuí-la até que ela esquecesse qualquer resquício de dor que aquele irmão maldito causou. O aperto da minha mão se intensifica, o ritmo ditado pelo desespero de tê-la tão perto e, ao mesmo tempo, intocável. Dou algumas estocadas rápidas no ar, imaginando a pressão do corpo dela contra o meu, até que meu corpo inteiro tensiona. Solto um gemido rouco e pesado quando o ápice me atinge, despejando meu g**o quente contra os azulejos do box, misturando-se à água que corre para o ralo. Encosto a testa na parede fria, arfando, com o coração tentando quebrar meu peito. Porra. Eu preciso me controlar, ou vou acabar assustando a única mulher que jurei proteger.
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