Na manhã seguinte, a condessa Teresa já aguardava Álvaro no escritório, como uma soberana em seu trono. Estava sentada atrás da mesa imponente de Álvaro, ocupando o espaço como se fosse naturalmente seu. O semblante rígido e os lábios comprimidos denunciavam uma contrariedade que m*l se continha. Seus olhos frios acompanhavam cada movimento do filho ao entrar. Álvaro deteve-se por um instante antes de avançar. O olhar deslizou até o grande quadro da batalha naval que dominava a parede atrás dela. Pela primeira vez, compreendeu que aquela manhã não seria diferente. Seria uma guerra. — Álvaro… — começou Teresa, com voz controlada, mas carregada de veneno — como ousou me humilhar daquela forma? Saindo correndo atrás de uma… empregada qualquer, diante de todos. O silêncio que se seguiu pe

