Era o dia do tão aguardado jantar. O solar estava decorado como se fosse mais para um grande evento, que um jantar formal. E nada daquilo acontecia por acaso. A condessa Teresa supervisionava cada detalhe pessoalmente, circulando pelos ambientes com postura firme e olhar atento. Observava a disposição dos talheres, corrigia a altura dos arranjos florais, visitava a cozinha mais de uma vez. Nada podia sair errado. — Esses lírios precisam ficar mais centralizados — ordenou. — E afastem um pouco mais as velas. Não quero sombras no rosto dos convidados. Nesse momento, Roberto aproximou-se, com as mãos nos bolsos e um sorriso curioso. — Pelo visto, teremos uma grande comemoração hoje — comentou, observando o vaivém dos empregados. — Diga-me, tia… o que exatamente vamos festejar? Teres

