Depois que Helena foi embora, a mansão parecia mais tranquila.
Agatha ainda estava abraçada a Douglas, sentindo o coração finalmente se acalmar.
— Eu não queria causar problema na sua família… — ela disse baixinho.
Douglas segurou o rosto dela com carinho.
— Você não causou problema nenhum.
Ele passou o polegar suavemente pelo rosto dela.
— O único problema aqui foi a falta de respeito da minha tia.
Agatha respirou fundo, tentando acreditar de verdade nas palavras dele.
Douglas então sorriu levemente.
— Agora chega de tristeza.
Ele pegou a bandeja que havia levado para o quarto.
— Você ainda nem tomou café da manhã.
Agatha olhou para a bandeja e sorriu um pouco.
— Você trouxe isso pra mim?
— Claro.
Ele colocou a bandeja na cama.
— Hoje você vai tomar café da manhã comigo.
Agatha pegou a xícara de café.
— Obrigada.
Enquanto ela comia, Douglas ficou sentado ao lado dela, observando com um sorriso tranquilo.
Depois de alguns minutos, Agatha perguntou:
— Minha mãe já acordou?
— Ainda não — respondeu Douglas. — Mas o médico deve chegar mais tarde para vê-la.
Agatha assentiu.
Então Douglas falou algo que fez ela olhar para ele novamente.
— Eu estava pensando em uma coisa.
— O quê?
— Você disse que precisou parar a faculdade de enfermagem por causa da sua mãe.
Agatha ficou um pouco surpresa.
— Sim… faltavam dois anos para terminar.
Douglas sorriu.
— Então você vai terminar.
Ela piscou algumas vezes.
— Como?
— Eu já falei com uma universidade hoje cedo.
Agatha arregalou os olhos.
— Douglas… você não fez isso…
Ele respondeu tranquilamente:
— Fiz sim.
Ela ficou completamente surpresa.
— Você pode estudar tranquila. Sua mãe está sendo cuidada… e eu vou ajudar no que for preciso.
Agatha ficou alguns segundos sem conseguir falar.
— Eu… eu nem sei o que dizer.
Douglas segurou a mão dela.
— Diga apenas que vai aceitar.
Os olhos de Agatha se encheram de lágrimas novamente.
— Eu sempre quis terminar meus estudos…
Douglas sorriu.
— Então agora você vai.
Ela se inclinou e o abraçou forte.
— Obrigada…
Douglas fechou os braços ao redor dela.
— Eu só quero ver você feliz.
Naquele momento, pela primeira vez em muito tempo, Agatha começou a acreditar que podia ter um futuro diferente.
Um futuro onde ela não precisaria mais lutar sozinha.
Porque agora…
ela tinha Douglas ao seu lado.
O despertador tocou cedo naquela manhã.
Agatha abriu os olhos devagar, ainda tentando acreditar que aquele dia finalmente tinha chegado.
Seu primeiro dia de volta à faculdade.
Por alguns segundos ela ficou olhando para o teto do quarto, sentindo o coração bater mais rápido.
Ela nunca imaginou que teria essa chance novamente.
Depois de tanto tempo cuidando da mãe, trabalhando e passando por tantas dificuldades… agora estava ali, pronta para continuar o sonho de se tornar enfermeira.
Agatha se levantou e foi até o espelho. Vestiu uma roupa simples, mas bonita, e amarrou os cabelos em um r**o de cavalo.
Quando saiu do quarto, encontrou Douglas no corredor.
Ele sorriu ao vê-la.
— Bom dia, estudante.
Agatha riu, um pouco nervosa.
— Bom dia.
— Está pronta?
Ela respirou fundo.
— Um pouco nervosa… parece que estou começando tudo de novo.
Douglas se aproximou e segurou as mãos dela.
— E está mesmo.
Ele sorriu.
— Mas dessa vez você não está sozinha.
Agatha sentiu o coração aquecer.
Os dois desceram para a cozinha, onde Rute já estava sentada tomando café.
Quando viu a filha pronta para sair, os olhos dela se encheram de orgulho.
— Olha só minha futura enfermeira.
Agatha sorriu.
— Ainda faltam dois anos, mãe.
Rute segurou a mão dela.
— E eu vou estar aqui para ver você se formar.
Agatha abraçou a mãe com carinho.
— Eu amo você.
— Eu também, minha filha.
Depois do café da manhã, Douglas pegou as chaves do carro.
— Vamos?
Agatha olhou para ele surpresa.
— Você vai me levar?
Ele riu.
— Claro que vou.
Minutos depois, o carro saiu da mansão em direção à universidade.
Quando chegaram, Agatha ficou olhando o campus pela janela.
Era exatamente como ela lembrava.
Estudantes caminhando, conversando, rindo… pessoas correndo para as aulas.
Ela respirou fundo.
— Eu nem acredito que estou aqui de novo.
Douglas estacionou o carro e olhou para ela.
— Acredite.
Ele pegou a mão dela por um momento.
— Esse é só o começo.
Agatha sorriu, emocionada.
Ela abriu a porta do carro, mas antes de sair Douglas disse:
— Agatha.
Ela se virou.
— Sim?
Ele sorriu.
— Estou orgulhoso de você.
Os olhos dela se encheram de lágrimas de felicidade.
— Obrigada… por acreditar em mim.
Ela então saiu do carro e caminhou em direção à entrada da faculdade.
Cada passo parecia um sonho.
Pela primeira vez em muito tempo…
Agatha sentia que sua vida estava realmente seguindo em frente.
E Douglas observava de longe, com um sorriso.
Porque ver Agatha conquistar seus sonhos também fazia parte do sonho dele.