Any: Tudo bem. – olhando as unhas. – Nos vemos mais tarde. Bye. – desliga.
Sabina: Como eu vou...? – lembrou-se. – Claro! A secretária deve ter! – sorriu e se dirigiu até a secretaria.
Ao chegar lá se depara com Viviane, a secretária, se agarrando fogosamente com Santiago, o diretor.
Sabina: OMG! – disse espantada e fazendo-os separar do amasso. – Me desculpem não queria atrapalhar.
Santiago: Senhorita Hidalgo... – arrumando a gravata. – Posso saber o que faz fora de sua sala de aula?
Sabina: Ah é que eu vim falar com Vivi. – sorriu falsa. – Mas já que o senhor chegou primeiro... – levantando as mãos.
Santiago: Não é nada disso que está pensando senhorita, estava apenas tirando um cisco do olho de dona Viviane.
Sabina: Não sabia que ciscos entravam na boca e podiam ser retirados com a língua. – disse sarcástica.
Os dois coraram.
Santiago: Bem eu vou para minha sala. – ignorando o comentário de Sabina. – Qualquer coisa me avise Viviane.
Viviane assentiu e ele saiu.
Sabina: Ae Vivi! – disse rindo e a pobre coitada ficou completamente vermelha. – Fisgou o coroa hein? – erguendo a sobrancelha.
Viviane: Quieta Sabina! – com vontade de rir. – Peço que não fale para ninguém, por favor.
Sabina: Ah, por quê? – disse com bico. – Fazem um casal tão bonitinho.
Viviane: Sabe, não é? – suspirou. – Ele é muito mais velho e podem falar m*l de mim, eu não quero fofocas com o meu nome no meio. – bufou.
Sabina: Tudo bem Vivi. – a encarando com um sorrisão. – Mas você vai ter que me fazer um pequeno favor, em troca do meu silêncio.
Viviane: O que? – a encarando com o cenho franzido.
Sabina: Preciso do endereço de uma aluna. – disse simples. – Me arrume esse endereço e esqueço o que eu vi. – piscou.
Viviane: Não posso, isso é assunto confidencial da faculdade Sabina! – disse entredentes. – Não posso ficar espalhando o endereço dos alunos pra quem pedir.
Sabina: Ah que pena, os alunos vão adorar saber da fofoca. – dando de ombros.
Viviane arregalou os olhos.
Viviane: Sabininha... – sorrindo abafado. – Você não faria isso com a secretária mais legal da face da terra, não é?
Sabina: Você não está sendo nada legal recusando o favor que lhe peço. – emburrada. – O que custa pegar o endereço e passar para mim?
Viviane: Tudo bem Sabina... – vencida. – Mas antes, me responda algo! – Sabina assentiu sorridente. – Para quê quer o endereço dessa pessoa?
Sabina: Ah, por que ela faltou hoje e preciso entregar a matéria, eu não sei onde mora, estou preocupada. – mentiu. – Aliás ninguém vai saber que você me deu.
Viviane: Tudo bem. – sorriu. – Porque não me disse que era isso? – Sabina sorriu angelical. – Não se esqueça de que não pode falar a ninguém o que viu, ok? – disse pegando algumas fichas. – Como se chama, o que cursa?
Sabina: Savannah Clarke, turismo. – disse revirando os olhos.
Viviane: E você não cursa direito? – encarou confusa e Sabina assentiu. – Então como sabe que uma aluna do curso de turismo faltou?
Sabina: Ah já chega Viviane! – bufou. – Me dê logo o endereço que eu tenho mais o que fazer!
Viviane: Calma... – disse emburrada e continuou procurando, logo o acha. – Aqui está! – ela fala o endereço e Sabina o anotou. – Não se esqueça do que me prometeu! – advertiu.
Sabina: Obrigada honey, não se preocupe, eu não vou dizer. Bye ! – saiu e mandou beijinhos para Viviane.
¨¨¨¨
Depois de um tempo Sabina chega à casa de Any, invade o quarto da amiga e a encontra se trocando.
Sabina: ANYELEEE! – invadindo o recinto.
Any: OMG! – com a mão no peito. – Sabina está louca? Quase que eu pari meu filho. – riu. – Podia ter batido não é? – vestindo o sutiã.
Sabina: Ai desculpa honey. – mordendo o lábio. – É que as vezes esqueço do seu estado. Sorry.
Any: Que nada amiga. – sorriu.
Sabina: Nossa como ela está grande. – admirando a barriga dela. – Vai ser um bebezão!
Any: Fala isso todos os dias. – entrando no seu closet. – Mas e então? Conseguiu o endereço da Savannah retardada? – gritando de lá de dentro.
Sabina: Claro que sim! – comemorando. – Acha que tem alguma coisa nesse mundo que Sabina Hidalgo não consiga? – sentando no pufe rosa. – Está aqui, lógico.
Any: Oh Sabina, obrigada de verdade. Eu vou fazer uma visitinha a essa sujeita. – coloca o rosto para fora do closet. – Ela nunca mais vai mexer com o meu homem! – volta para dentro.
Sabina: Any não está querendo ir arrumar confusão com essa mulher... – revirou os olhos impaciente. – Não se esqueça de que está gravida.
Any: Não vou esquecer. – revirou os olhos. – Afinal é só me olhar no espelho e ver como eu estou horrível com essa barriga. – choramingou. – Oh Sabina, estou tão gorda.
Sabina: Claro que não Any, você está linda amiga. – disse com a voz mansa, tinha que ter muito cuidado ao falar de beleza com Any. A amiga estava muito sensível com a gravidez. – Vai ser a mamãe mais fashion do mundo.
Any saiu do closet já vestindo um vestidinho branco, que deixava em evidência sua barriga linda.
Any: Sabina... Tenho medo do Joshua não me amar mais, de me achar feia. Estou tão angustiada. – com a mão na nuca.
Sabina: Relaxa Any. – se levantou. – Você está assim, por que está carregando o filho dele e ele te acha linda. – piscou. – Tira isso da sua cabecinha, ok?
Any: Tem razão, o Joshua me ama e eu só estou assim porque estou carregando o nosso bebê. – sorriu radiante. – Agora mudando de assunto, onde está o endereço?
Sabina levou as mãos ao decote e tirou um papel.
Sabina: Aqui está! – com o papel na mão.
Any tenta pegar, mas Sabina levanta o papel ao alto.
Sabina: Antes me prometa que não vai fazer nenhuma besteira Any Gabrielly!
Any: Eu prometo, agora me dá logo essa p***a! – bufou estupefata.
Sabina: Olha lá hein? Se lembre de que está esperando um filho. – advertiu. – Deixe-me ir com você. – a encarou.
Any: Não! Eu vou sozinha, tenho que conversar sozinha com essa vaca. – pegando o endereço da mão de Sabina. – Depois eu conto tudo. – piscou e guardou o endereço em sua bolsinha.
Sabina: Vou cobrar hein? – arqueando a sobrancelha.
Any: Tudo bem. – piscou. – Mas onde está Sina? Falei com ela ontem e estava bem animadinha. – riu enquanto arrumava os cabelos.
Sabina: Sina está cada dia mais envolvida com Noah. – suspirou. – Tenho medo que ela sofra.
Any: Sininho já está bem grandinha para tomar suas próprias decisões e eu acho o Noah um cara legal, não sei o que possa ter de errado com ele. – dando de ombros. – O que acha de almoçarmos juntas?
Sabina: Não ia à casa da vaca? – a encarando confusa.
Any: Sim, mas antes vou almoçar. Estou com muita fome. – com bico.
Sabina: Quem diria... – riu. – Você com fome?
Any: Não enche Sabina! – rolou os olhos.
Sabina: Tudo bem, mas termina logo aí... – com uma cara engraçada.
Any se maquiou, arrumou os cabelos caprichosamente e depois de uma hora e meia estava pronta, para o alivio de Sabina.
As duas foram a um restaurante requintado. Almoçaram animadas e conversando sobre coisas fúteis, Sina ligou e disse que estava fazendo compras chamou as duas para fazerem companhia, mas Any tinha compromisso e Sabina aceitou o convite da loira, para o alivio de Any que pôde ir sozinha até a casa de sua arque inimiga.
Dirigiu seu conversível até um dos bairros nobres de Nova York, e parou em uma casa bastante requintada, parecia que a vaca tinha grana.
Any: Tendo grana ou não, eu sou mais rica. – sorriu se achando enquanto estacionava Charlotte por ali.
Ao sair do carro foi até a porta deu algumas leves batidinhas, uma senhora com o uniforme de empregada a atende com um sorriso no rosto.
Any: Boa tarde. – sorriu parecendo simpática. – Preciso falar com Savannah, ela se encontra?
– Quem deseja? – ainda sorrindo.
Any: Uma amiga de colégio, perdão não posso falar meu nome, senão estragará a surpresa.
– Tudo bem moça. – assentiu. – Vou chamar a senhorita. Entre por favor. – sorriu.
Any entrou e analisou toda a casa, era uma casa ampla, confortável e muito bem decorada, depois de um tempo a empregada volta acompanhando a moça.
Savannah: Eis me aqui. – disse em tom de brincadeira.
Quando Any se virou ficou em choque, não só ela como Savannah.
– VOCÊ?! – disseram incrédulas.
Any: Não, isso só pode ser um engano, um fantasma... É isso! – disse atordoada.
Savannah: Fantasma? Você vem na minha casa depois de uns cinco anos atormentar minha vida de novo! O fantasma é você! – rebateu indignada.
Any: Eu não sabia que este era o seu barraco, senão não colocaria meus pés aqui nem que me pagassem! – disse com deboche.
Savannah: Ah claro. – riu. – E como descobriu onde eu moro? Por meio de telepatia?
Any: Eu vim ter uma conversinha com a p**a que atormenta o meu homem! – berrou. – E juro que não sabia que era você, coisinha. – disse dando pouco caso.
Savannah: E eu posso saber quem é o "seu" homem, queridinha?
Any: Joshua! – a boca de Savannah abriu lentamente. – Joshua Beauchamp!
Savannah: Então você é a safada que roubou meu namorado de mim, sua v***a! – trincou os dentes.
Any sorriu satisfeita.
Any: Pela segunda vez, não é querida? – disse com um sorrisinho c***l. – Parece que seus namorados nasceram para me amar, com o Max era bem divertido, mas ele era tão sem sal. – deu de ombros.
Savannah: Você foi c***l! – berrou alarmada. – Eu amava o Max! Não tinha o direito de estragar tudo!
Any: Ninguém mandou jogar ovo podre em mim, sua cafona. – disse com raiva. – Não tem noção do trabalho que tive para tirar o mau-cheiro do meu cabelo!
Savannah riu.
Savannah: Pelo jeito ainda está mais fresca que antes. – negando com a cabeça.
Any: Isso não vem ao caso agora p*****a. – mexendo nos cabelos. – Quero que deixe o Joshua em paz! Ele não te quer, ele ama a mim! – com o nariz empinado. – E eu o amo!
Savannah: Eu também amo ele, e não vou entregá-lo de bandeja para você!
Any: Se não parar de atormentá-lo vai se arrepender sua retardada!
Savannah riu novamente a mirou com atenção, estava igual antes, mas com traços mais maduros e tinha que admitir que ela era linda, desceu os olhos pelo corpo dela e tomou um susto ao ver a barriga.
Savannah: Não acha que está precisando fazer um regime? – riu debochada.
Any a encarou com uma expressão de raiva, e depois sorriu irônica.
Any: Esse é outro ponto a meu favor Savannah. – Savannah a olhou confusa. – Eu estou esperando um filho do Josh. – com ar superior.
Savannah arregalou os olhos. Merda!
Savannah: É uma piada não é? – rindo compulsivamente.
Any: Claro que não queridinha, acha que isso é lombriga? – acariciando a barriga carinhosamente. – Meu filho é muito real ok? E você não quer tirar o pai de uma criança indefesa... – com carinha inocente. – Ou quer?
Savannah: Joshua não é o pai dessa criança. – negando com a cabeça.
Any: É claro que ele é! – berrou. – Josh e eu fazíamos sexo todos os dias. Não foi difícil ficar grávida. – riu.
Savannah: Ele sabe disso? – falando baixo.
Não queria acreditar de jeito nenhum que aquela vagabunda tinha conseguido pegar um filho de Josh. Any confirmou com a cabeça.
Savannah: Não posso acreditar! Você é uma vagabunda Any! Não vai tirar Joshua de mim, ele é meu, eu vi primeiro!
Any: Josh me ama... – mordendo o lábio. – Se declarou para mim em uma noite estrelada, no topo de um morro onde podíamos ver toda a cidade. – dizia excitada. – Disse o quanto me amava e o quanto eu era importante para ele, e que sempre foi apaixonado por mim. E desse amor foi gerado o nosso bebê, que está crescendo em mim e que já é muito amado pelo pai dele. Entendeu?
Savannah lembrou que Joshua realmente falava que estava apaixonado por outra, só não imaginava que ele seria pai. E o pior! Any era a mãe dessa criança! Sua mega rival dos tempos de colégio. Sentiu a raiva subir-lhe a cabeça.
Savannah: Eu quero que saia daqui! – vermelha de raiva.
Any: Eu vou sair. – com seu narizinho empinado. – Esse lugar me dá náuseas de vômito, e pode fazer m*l ao meu bebê. Bye honey ! – saiu com ar vitorioso.
Savannah: Que ódio! – esmurrando uma almofada. – Ferdinanda! – berrou para a empregada que logo apareceu. – Leve um café amargo para o meu quarto, por favor! E não me incomode, não estou para ninguém mais!
Ferdinanda: Sim senhorita. – saiu.
Savannah subiu para o seu quarto e ficou lá tendo ataques de raiva.