Capítulo 49

1982 Words

O trajeto começou em silêncio. Um silêncio confortável, daqueles que não incomodam, só preenchem o espaço. A estrada passava rápido pelos vidros do carro, o sol da manhã refletindo no painel e criando uma claridade suave que tocava o rosto dela. Dante mantinha uma das mãos no volante, o olhar concentrado na pista, até que, sem aviso, uma risada escapou dele, uma daquelas risadas que vinham do fundo, quase uma gargalhada. Elisa o olhou de canto, arqueando uma sobrancelha. — Já ficou louco de vez? — perguntou, desconfiada. Ele ainda ria, balançando a cabeça. — Eu só estava lembrando… — começou, rindo mais alto. — Daquilo que você disse lá na garagem. Que a Clara traz “a xereca embrulhada num laço dourado toda vez que pisa na nossa casa." Elisa virou os olhos, mas o sorriso teimou em ap

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