O closet era maior do que alguns cômodos inteiros da casa. Um espaço elegante, organizado, onde cada peça parecia ocupar o seu lugar com disciplina quase militar. Elisa empurrou a porta de correr e, por um instante, ficou apenas parada à entrada, com o coração disparado e o corpo ainda úmido do banho. O perfume dele estava por toda parte. Uma mistura amadeirada, sutil, que parecia ter se impregnado nas roupas, nas paredes, no ar. Ela respirou fundo, sentindo o aroma e deixando escapar um sorriso pequeno, quase involuntário. A toalha escorregou um pouco quando ela se abaixou para abrir a primeira gaveta. Camisas impecavelmente dobradas. Depois, camisetas lisas, de tons sóbrios. Em seguida, perfumes, vários. Elisa pegou um deles, curioso, e borrifou de leve no pulso. Aproximou o nariz, fec

