Elisa sentou na espreguiçadeira, o coração apertando no peito. — O quê? Quando?! — Faz dois dias. — sussurrou. — Ele me trancou no quarto. Me deixou de castigo... sem comer. Hoje de manhã me tirou de lá. — Meu Deus do céu... — Elisa levou a mão à testa, tentando conter as lágrimas que vinham. — Karla, você devia ter me contado isso na hora. Ficou aí me ouvindo falar do Dante enquanto passava por isso sozinha! Eu te perguntei hoje cedo se tava tudo bem! — Eu não queria te incomodar. — respondeu, chorando baixinho. — Você aguentou tanta coisa, eu achei que devia aguentar também. Elisa apertou a almofada contra o peito, a voz embargada. — Não, meu amor, não é assim. Você não tem que aguentar isso. — suspirou. — Se a sua mãe não faz nada, eu faço. — E vai fazer o quê? — perguntou, funga

