Dante se virou na hora, assustado. — Elisa? Mas ela já estava tremendo. Os olhos arregalados, o rosto pálido, o corpo rígido como se tivesse levado um choque. Carlos apenas sorriu, satisfeito. O riso curto, venenoso. O prazer de quem via o terror funcionar. Dante não entendeu o motivo, mas entendeu o medo. Em um gesto instintivo, puxou Elisa de volta para o peito dele, envolvendo-a pelos ombros. Ela ainda tremia, as mãos frias, o olhar perdido. — Tá tudo bem — ele murmurou, tentando firmar a voz. — Olha pra mim, tá tudo bem. O olhar dele voltou para Carlos, agora gelado. — Eu vou fazer o PIX — disse, pausadamente. — Mas só amanhã, durante o dia. O banco não libera esse valor à noite. Carlos assentiu, como quem negocia um contrato. — Tudo bem. — Alisou a manga da camisa, satisfe

