O despertador tocou cedo demais. O som estridente cortou o silêncio suave do quarto, e Dante abriu um olho, depois o outro, só para perceber… que estava completamente travado. O braço direito formigava, dormente até a alma, mas com a melhor “prisão” possível: Elisa dormia pesadamente sobre seu peito, os cabelos espalhados, a respiração suave contra a pele dele. Ele sorriu. Um desses sorrisos involuntários, quase bobos. Bizarro… absolutamente bizarro. Ele, que sempre odiou dividir a cama. Que nunca deixava nenhuma mulher dormir ali depois do sexo, mandava embora, levantava ele mesmo, qualquer coisa para evitar esse tipo de i********e. E agora estava ali, preso de um jeito quase desconfortável, o corpo inteiro reclamando… e mesmo assim sem conseguir se mover. Sem querer se mover. Ele o

