Elisa respirou fundo, passando a mão nos cabelos da irmã. — Agora tenta descansar um pouco. — Eu não consigo dormir. — confessou Karen, baixinho. — Então eu vou ligar pro doutor Álvaro. — avisou. — Ele vai te ajudar, tá? — Eu não quero contar essa história pra mais ninguém. — rebateu a irmã, aflita. Elisa sorriu com doçura. — Ele é o meu psiquiatra, Karen. — disse, calma. — Ele me ajudou quando eu achei que não tinha saída. Ajoelhou-se à frente dela e segurou suas mãos. — Você também precisa se cuidar, tá? Karen a olhou nos olhos e pela primeira vez em anos, parecia acreditar que talvez, só talvez, alguém pudesse protegê-la. O silêncio entre as duas se arrastou por alguns segundos. Karen ainda fungava, a voz rouca de tanto chorar, e Elisa apenas observava o rosto da irmã pálido, o

