Ele franziu o cenho, rindo. — Um meio termo, é? — É. — respondeu, virando de lado, o lençol escorregando devagar pelas curvas do corpo. — Alguém que saiba aproveitar sem parecer culpado. Dante passou a mão pelos cabelos, rindo baixinho. — Tudo bem, professora. — murmurou. — Eu vou tentar. — Tente mesmo. O silêncio que se seguiu foi confortável. O som distante de uma moto passando na rua, o tic-tic do relógio na parede. O coração dele ainda acelerado, mas agora de outra forma, como se estivesse tentando compreender o que ela provocava dentro dele. — É possível dizer que eu estou viciado em beijar você, sendo que fiz isso só umas quatro vezes? — perguntou de repente, virando o rosto para ela. Elisa sorriu, preguiçosa. — Você está perguntando isso ou admitindo? — As duas coisas. — r

