Capítulo 58

1855 Words

A manhã começou silenciosa, o tipo de silêncio que antecede algo importante. A mansão parecia respirar devagar, o sol ainda se infiltrando pelas janelas altas, traçando listras douradas sobre o piso de mármore. Do andar de baixo vinha o som leve da chaleira na cozinha e o tic-tac do relógio antigo na sala principal, um compasso que Dante tentava acompanhar sem enlouquecer. Ele andava de um lado para o outro, o paletó perfeitamente alinhado sobre o corpo, a gravata ainda frouxa no colarinho. O discurso estava aberto sobre a mesa de centro, várias anotações espalhadas ao redor, algumas rabiscadas com força demais. — “A força de um Estado começa na confiança…” — murmurou, pausando para respirar fundo. — “Confiança… que começa em casa, com quem está ao nosso lado…” — ele parou, franziu o cen

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