Capítulo 74

1989 Words

Dante atravessou o corredor quase tropeçando nos próprios passos, o coração batendo tão alto que abafava até a própria respiração. A porta do quarto de Elisa estava fechada e ele já sabia, mas ver a maçaneta imóvel, ver a madeira intacta, fez um desespero visceral subir pela garganta dele. Ele tentou abrir. Nada. Então bateu. Primeiro com a mão aberta, depois com o punho. — Elisa… abre a porta, por favor. Silêncio. Ele encostou o ouvido, e foi aí que ouviu. O som. Sufocado. Contido. Desesperado. Choro. O peito dele se fechou de um jeito dolorido, como se alguém tivesse apertado o coração com as duas mãos. — Elisa? — a voz dele falhou, quase um pedido de socorro. — Me escuta, por favor… Nenhuma resposta. Dante bateu de novo. Mais forte. — Elisa! Ele esmurrava a porta agora,

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