— Não! — ela gritou, ofendida. — Claro que não! — Ah, é? — ele inclinou a cabeça, zombeteiro. — Fala, Elisa. Transou com ele? Perdeu a virgindade com o bocó do jardineiro? — Não! — as lágrimas desceram agora, sem controle. — Não, Dante! Mas ele não recuou. O tom, mais baixo agora, carregava algo entre o rancor e o arrependimento. — Eu não devia ter esperado. Não devia ter tido consideração por você. Elisa respirou fundo, tremendo, o peito subindo e descendo num ritmo desesperado. A voz dela saiu embargada, mas firme: — Então faz. — O quê? — ele franziu o cenho. — Acaba logo com isso. — Ela ergueu o olhar, encarando-o nos olhos, decidida. — Faz o que tem que fazer. Não é o que você quer, Dante? Me ter na sua cama? Então vamos lá. Por um instante, o silêncio foi absoluto. Ele não en

