Assim que Dante entrou no carro, Carlos ficou parado na soleira da porta, a expressão mudando de confusa para furiosa num segundo. Quando a porta se fechou e os passos de Dante já se ouviam na rua, a fúria explodiu. Ele agarrou Elisa pelo braço com força, arrastando-a para dentro da sala. O pote branco tremeu nas mãos dela, uma linha de geleia descendo pelo pulso. — O que foi que você falou pra esse moleque? — gritou Carlos, os olhos faiscando. — O que você contou pra esse pirralho vir aqui me dar ordens dentro da minha casa? — Pai, eu não falei nada! — ela tentou se soltar, tremendo. — Juro por Deus que não falei nada! Carlos não acreditou. Um riso curto, venenoso, escapou da garganta dele. — Agora eu tenho que aturar um moleque que m*l saiu das fraldas entrando na minha casa e me di

