— Tenho certeza de que ela acha que eu estou grávida. Ele riu, um som curto, sem humor. — Provavelmente. O silêncio voltou por alguns instantes antes que ele completasse: — Contei que fiz negócios com seu pai. Que te conheci num jantar na casa dele. Elisa soltou um riso baixo, quase debochado. — Não foi totalmente mentira, não é mesmo? Você fez mesmo negócios com o meu pai. Dante suspirou. Ela percebeu o erro e murmurou, num fio de voz: — Desculpa... o senhor. A palavra pareceu pesar entre eles. Mais alguns segundos se arrastaram até que foi ela quem quebrou de novo o silêncio: — Se a gente quer convencer alguém, vai precisar abandonar essa formalidade. — disse, ainda olhando pra frente. — Sua mãe não vai acreditar que eu te amo se eu tiver que abaixar a cabeça e te chamar de s

