Ele respirou fundo, lutando para manter a calma. — Eu me arrependo. — disse, enfim. — Sei que exagerei. Elisa bufou, descrente. — Que conveniente. Dante se aproximou mais um passo e colocou a caixa sobre a mesa de cabeceira. — Eu pedi pra comprar um celular novo pra você. — apontou para o pacote. — E roupas de academia também. E também mandei a Clara até a casa do seu pai, pegar o número da sua irmã, já está salvo no aparelho novo. Achei que... — Que eu fosse me comover? — Ela arqueou uma sobrancelha, a voz carregada de ironia. — Que eu fosse achar lindo esse seu gesto? Ele manteve o olhar firme. — Achei que você fosse precisar. Ela cruzou os braços. — Eu sei o número da Karla de cor. — disse, fria. — Você não precisava ter mandado a sua amante até a casa do meu pai pra buscar.

