O quarto ainda estava meio enevoado pelo vapor do banho e pelo calor dos dois. As luzes baixas deixavam o ambiente com um tom dourado, e Elisa, deitada sobre o peito de Dante, respirava devagar, tentando recuperar as forças. Ele passava a mão pelas costas dela num carinho lento, quase automático, como se precisasse tocá-la para acreditar que ela estava mesmo ali. Mas, a cada movimento da mão, o maxilar dele apertava. Ele queria dizer algo, aquilo estava estampado. O corpo dele estava relaxado, mas o olhar inquieto. Elisa percebeu na hora. Ergueu um pouco o rosto, ainda apoiada nele. — O que foi? — perguntou, suave. — Nada. — Ele respondeu rápido demais. Ela arqueou uma sobrancelha, sem comprar a mentira. — Dante… eu te conheço pouco, mas o suficiente pra saber quando você quer dizer

