O quarto era silencioso, quebrado apenas pelo som intermitente do monitor cardíaco. A luz fria do hospital refletia no curativo da testa de Dante, realçando o cansaço que tomava seu rosto. Ele estava deitado, mas os olhos permaneciam abertos — firmes, vigilantes. Não dormira desde o acidente. Nem conseguiria. A porta se abriu devagar, e Clara entrou. O rosto inchado de chorar, o rímel borrado. Ela parou ao lado da cama, hesitante, segurando o choro que voltava. — Meu Deus, Dante... — a voz dela falhou. — Eu fiquei tão assustada. Você tá mesmo bem? Ele virou o rosto devagar, a expressão tensa. — Tô. — respondeu num tom rouco. — Só umas escoriações e uma fratura na costela. Nada demais. Clara mordeu o lábio, e as lágrimas voltaram a escorrer. — Nada demais? Dante, o carro capotou t

