CAPITULO 6
Versão Maria Clara
Realidade...
Maria Clara acordou suada, e sentindo o coração apertado no peito. Era estranho ela sonhar de novo com aquela mesma cena, como se ela tivesse voltado ao mesmo sonho de antes, mas essa fosse a continuação dele, mas ela nem sabia como funcionava esse mundo de sonhos e pesadelos, onde ela estava conhecendo, e não estava gostando nada do que via neles.
E talvez por ter passado o dia vendo a Sônia, os sonhos deveriam ter se misturado com a realidade, pelo menos era isso que Maria Clara achava que fosse.
Ela tentava esquecer e ficar acordada, pois tinha medo de dormir e voltar para o mesmo lugar, então tentou abrir bem os olhos, se mantendo acordada até que o marido voltasse, mas viu que já estava escuro, e ele não havia voltado, provavelmente trabalhava demais o Leonardo Grecco, e ela de certo modo, tinha pena dele.
Infelizmente o remédio que tomou, não a permitiu continuar acordada, e Maria Clara, mais uma vez, voltou ao mundo dos sonhos...
Na mente de Maria Clara, enquanto dormia...
Ela estava trancada novamente naquele quarto de listras amarelas e azuis, e as suas pernas estavam boas, não se sentia cansada, então começou a tentar arrancar a grade da janela, ou encontrar algo no quarto, que a ajudasse a fugir, então viu uma lâmina de barbear, no banheiro, e fez uma gambiarra esquisita, da qual ela tinha habilidade, para deixar fácil de manusear, para que pudesse se defender daquele homem horroroso.
Ela teria que atacar ele para ter alguma chance de fugir, mas infelizmente o seu plano daria errado...
O homem entrou no quarto, com um sorriso ridículo no rosto, e dava até nojo na moça, e ela deixou o novo objeto escondido atrás dela, para usar apenas no momento apropriado, pois não poderia ter erros.
O nojento se aproximou, e logo colocou a mão nos s***s dela, a segurando com força, enquanto ela tentava se soltar
— Me solta! Me solta! — Ela gritava.
(TAPA)
— Pelo jeito vou ter que aplicar droga em você de novo! É isso que quer? Hein? — Pergunta o homem para a moça, enquanto puxa todo o seu cabelo com força, e aperta seu ombro com raiva, causando muita dor em Maria Clara.
— Eu quero ir embora! Me deixa ir? Nem sei onde estou! Cadê a minha mãe?
— Cala a boca, menina! Já estou me irritando c*****o! Aqui p**a não abre a boca não! Se não leva na cara!
(Choro alto)
Aquele homem estava mesmo irritado já, então soltou a moça, para pegar a seringa no bolso da calça, que já estava preparada para uma possível necessidade em usar.
Maria Clara, ao perceber o que aconteceria, preferiu agir antes de não conseguir andar novamente, e pegando o seu objeto cortante foi como uma vespa na direção do homem, que estava distraído e afundou a lâmina no peito dele, onde havia mirado o coração, para que o infeliz morresse de uma vez, e fez um grande corte, mas não foi o suficiente, pois a lâmina era curta, e precisaria de muito mais que aquilo para isso.
O homem possesso de ódio, e mesmo cortado, começou a bater nela, com chutes e socos na cabeça, ele não queria o rosto dela marcado, então batia na cabeça para não ficar marcas.
— v***a, desgraçada! Vou acabar com você!
Ela nem conseguia gritar, com a velocidade dos chutes, e socos que levava, quando a porta abriu, e entraram mais dois homens.
— Chega gavião! Vai matar a novinha! — Disse um outro homem.
— Então façam bom proveito, pois vou ter que dar pontos aqui, e levem esse negócio para longe, antes que essa estúpida faça outra merda, e eu a mande visitar os mortos mais cedo! — Disse o homem machucado, que Maria Clara acabou de descobrir que se chama gavião.
— Pode deixar chefia! Aqui é só os bons! Tá ligado que comer é com nós, mermam! — Disse o outro homem que entrou junto e ainda não havia se pronunciado.
Gavião saiu de lá bufando, enquanto o cara que falou primeiro fechou a porta, e falou para o parceiro:
— Pega leve aí Coruja! A mina é novinha para c*****o!
— Qual é M.P? Dando uma de marica? — Respondeu o tal Coruja.
E então o verdadeiro pesadelo de Maria Clara havia começado, e ela viu a seringa, e logo um deles segurou, enquanto o outro aplicou, e em segundos, ela havia voltado a se sentir um pedaço de carne, que não se movia do lugar.
Ela gritava muito, sentia sua voz já falha, sem querer sair da garganta, mas nada podia fazer além de gritar, até começar a apanhar para ficar quieta, na cabeça e nas pernas, o bom era que nas pernas, ela m*l sentia, mas com medo de futuros danos, se calou, e ficou imóvel como uma boneca, vendo tudo que acontecia com ela, sem poder fazer nada, apenas chorava, e deixava seu orgulho, e as suas esperanças irem morrendo junto com ela.
Aqueles homens, a fizeram muito m*l! Maria Clara sentia as mãos imundas deles em todos os lugares, e eles pararam de bater, quando ela parou de gritar, mas ela teve que aguentar calada, ver os dois acabarem com o corpo dela, enquanto ela apenas sentia dores.
Sentiu o líquido do sêmem deles sendo derramado no seu rosto, e sentiu muito nojo, quase vomitando, enquanto tentava tirar, com suas mãos.
Então ela os ouvia chamando ela, mas nem queria ouvir, não queria dar ouvidos para isso, estava muito machucada.
— Maria Clara! Maria Clara!
Ela abriu os olhos, e percebeu que foi apenas outro pesadelo, e era seu marido que a chamava, então ela se tranquilizou, principalmente ao sentir que podia mexer as pernas, e então abraçou Leonardo Grecco com força, e desespero.
— Que bom que está aqui! Eu tive medo!
— Eu estou! Está tudo bem! Não precisa ter medo, essa casa está muito segura, tenho seguranças por todos os lados. — Ele disse friamente sem retribuir quase nada do abraço que a moça estava buscando.
Maria Clara não sabia se era impressão dela, ou o marido continuava frio, e parecendo nem se importar com o que dizia para ela, mas ficava tranquila, em saber que ele tinha voltado e ela teria companhia agora.