Sol Narrando Eu não ia dar palco pra surto de macho, meu amor. Não mesmo. Depois que o Brasa saiu resmungando, com aquela cara fechada dele, batendo porta de armário, enfiando arma na cintura e dizendo que tava com o capeta no corpo — coisa normal de um sábado ensolarado no Mandela — eu só ajeitei minha sainha de crochê como quem diz: “Vai fazer o que? Vai me trancar dentro do armário?” Dei uma última olhada no espelho, a luz entrando pela fresta da cortina, refletindo no gloss que eu acabei de passar. Biquíni, parte de cima amarrada no pescoço, aquela sainha branca furadinha por cima, deixando a curva da minha b***a gritar com força… tudo no lugar. Se não gostasse, meu amor, não agarrava com tanto gosto. Peguei minha bolsinha de praia, botei tudo que precisava: carteira com os cartõe

