Capítulo 27 COIOTE NARRANDO O silêncio que se instalou no barraco depois dessa confissão pesou mais que qualquer disparo de fuzil. Eu senti o mundo girar, a língua ainda úmida travada contra a bucetä dela. Eu encarei a Luna com os olhos escuros buscando qualquer traço de mentira, mas só encontrei a entrega trêmula de quem nunca tinha sido tocada com desejo. Luna me olhava com os olhos que pareciam ler minha alma podre, e eu, o cara que manda em tudo, o cara que não se curva pra ninguém, senti o chão sumir por um segundo. Tirei a língua da bucetä dela que já tava bem babada com o grelö inchado de tesãö, levantei e falei: — Tu tá me tirando, loira? — minha voz saiu como um rosnado baixo, rouco, carregado de uma incredulidade que eu tentava esconder. — Como que um pedaço de mau caminh

