Capítulo 33 MELISSA NARRANDO Eu andava de um lado para o outro na sala, sentindo o sangue ferver sob a pele. O estalo do tapa que o Coiote me deu ainda ecoava na minha cabeça, mas não era a dor no rosto que me tirava o sono. Era a imagem da Luna. Aquele corte na testa dela, o corpo tremendo, o jeito que ela se encolheu quando ele gritou, isso não saía da minha mente. Eu realmente estava preocupada com aquela garota. Ela não é do morro, não conhece as peças que se movem por aqui e caiu logo nas mãos do meu irmão, que está agindo como um doente possessivo. Eu preciso arrumar um jeito de ajudar ela, não sei porque, mas eu gostei dela e me sinto na obrigação de ajudar. — Provavelmente ele não volta pra casa hoje. O babacä do Bolador só me jogou aqui e saiu fora, nem o rádio atendeu. Entã

