Eu estava decepcionada, trancafiada e me sentia usada por Lorenzo e por toda essa gentinha que ele costumava chamar de clã. Eu estava decepcionada e sentia que estava perdendo uma parte de mim em todo esse processo. Lambi meus lábios e suspirei cansada. Queria tanto entender como eu poderia fugir daqui, mas eu tinha que cuidar da minha avó e da sua segurança. Ignorei a mão de Lorenzo estendida para mim e parei ao seu lado. Ele contraiu a sua mandibula e fechou os olhos por três segundos antes de bater a porta com toda a sua força. Lancei para ele o meu olhar mais triste, vazio e frio que eu poderia, esperando que ele começasse a andar. Ele ainda ficou ali, parado, me encarando, esperando que eu fraquejasse e o permitisse atravessar meus muros, mas não era assim. A cada dia e a cada ati

